Terça-feira, 18 de Outubro de 2005

Despedidas na Câmara a dias de mudar elenco

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Na cadeira do presidente da Câmara de Gaia, Firmino Pereira conduziu, ontem, pela última vez neste mandato, uma reunião do Executivo. O vereador manter-se-á no novo elenco, eleito no passado dia 9 e com posse marcada para o início da próxima semana, com o pelouro das Obras Municipais e da Educação. Perderá, no entanto, o papel de substituto de Luís Filipe Menezes. Será Marco António Costa quem vai assumir a vice-presidência, cabendo-lhe, também, a pasta da Acção Social e a liderança da empresa municipal Gaiasocial.

Cinco dos sete rostos da maioria absoluta conquistada pela coligação PSD-CDS/PP já têm, de facto, papéis atribuídos. O presidente Luís Filipe Menezes, ausente no estrangeiro, chamará a si a área financeira e a presidência da empresa municipal de urbanismo Gaiurb. Guilherme Aguiar ficará com outra empresa, a Gaianima, e com o pelouro do Desporto. Mário Dorminsky terá responsabilidades na Cultura, Turismo e Património. Resta saber o que farão Mário Fonte Maia e o popular António Barbosa.

O tempo, ontem (pouco menos de uma hora), da última reunião pública camarária foi gasto em despedidas. Na Oposição e no público. Mas, enquanto no primeiro caso houve adeus e votos de felicidades, os munícipes presentes prometeram voltar. Não fossem eles "habitués" das sessões públicas camarárias.

"Os últimos quatro anos foram os mais frustrantes nos meus 20 anos de autarca. A maioria vinha para as reuniões com uma posição mais do que definida e limitava-se a ouvir o que dizia a Oposição, que não teve mais nada a não ser deixar escritos nas actas, que o povo pouco conhece". As palavras do vereador socialista Adriano Venceslau traduziram desencanto, corroborado por Osvaldo Pinho, também do PS.

Ausente esteve Barbosa Ribeiro, o homem que deu a cara pelos socialistas no mandato que está a acabar e que continuará no que se está a preparar. Com a companhia de Ilda Figueiredo, da CDU, que regressa às lides municipais em Gaia.

Do lado da maioria, mas assumindo papel de opositor, Barbosa da Costa também disse adeus à vida de autarca, "quase 30 anos depois de ter iniciado a luta por um ideal". O social-democrata, que sai incompatibilizado com Menezes e que, por via disso, ficou sem pelouros, aproveitou a ocasião para se afirmar contra a ideia de se criar uma grande metrópole com a fusão de Porto e Gaia. "Não seria uma ideia para arranjar soluções, mas serviria para arranjar lugares para pessoas", sublinhou.

Chegada a vez do público, dois homens usaram o púlpito para expressarem opiniões na hora de mudanças. Emílio Leite e Mário Vicente prometeram voltar a sentar-se nas cadeiras do Salão Nobre no próximo mandato. Se bem que reconheçam que o seu papel de vozes levantadas em nome do povo tem cada vez menos seguidores.

Emoções

Adriano Venceslau

Vereador do PS

Quem deve governar é quem ganha as eleições, mas não faz sentido uma minoria não ter produtividade".

Barbosa da Costa

Vereador do PSD

Houve um período de ouro, até aos anos 80,em que a palavra corrupção não existia nesta casa [na Câmara de Gaia]. As reuniões eram todas públicas. Havia um ideal".


Fonte: JN
publicado por Pedro_Santos às 09:29
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