Terça-feira, 25 de Outubro de 2005

Um Metro de decisões...

metro2.jpg A alteração do modelo de gestão da Empresa do Metro, "no que diz respeito ao peso da representação metropolitana no Conselho de Administração", é "inegociável". No dia da tomada de posse para o terceiro mandato na liderança da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes apela aos autarcas da Área Metropolitana do Porto para que, numa posição organizada, urgente e clara, fechem a porta ao "desejo inconfessado" do Governo de "centralizar de novo o domínio político formal sobre o maior projecto da região".


O autarca considera que só esta ambição estatal justifica a vontade de introduzir mudanças na gestão da empresa já expressa pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, pois reiterou a confiança na Comissão Executiva da Metro ao recusar a demissão do presidente Oliveira Marques. Tendo em conta que a "liderança técnica" e a gestão do projecto estão, de facto, nas mãos da comissão, apesar da presença dos autarcas na Administração, Menezes entende que, ao reconduzir Oliveira Marques, Mário Lino não pode defender que a "gestão recente foi errada e lesiva do interesse público".


"Nesse projecto, como em qualquer outro em que existem parcerias de responsabilidade, muita coisa pode ser negociada e aperfeiçoada. Contudo, devem existir limites éticos e políticos para qualquer negociação", defendeu, ontem, o presidente da Câmara de Gaia, na cerimónia de tomada de posse, nas Caves Ferreira, rejeitando a mexida no actual modelo de gestão.


Mais importante é avançar "de imediato e sem qualquer constrangimento" com a duplicação da linha da Póvoa e da ligação entre Maia e Trofa e com a construção das linhas de Gondomar, de Gaia e até da Boavista. Aqui, o presidente da Câmara de Gaia surpreende com uma mudança radical de opinião. Em Junho de 2004, Menezes afirmou que seria um "verdadeiro crime" fazer a linha do metro na Avenida da Boavista. Hoje, coloca-a entre as ligações fundamentais.


Certo é que a relação entre os líderes de Gaia e do Porto surge mais amena. Em dia de festa, ficou o abraço entre Menezes e Rui Rio, presidente da Câmara portuense, que marcou presença na tomada de posse, ao lado de outros autarcas do PSD.


A certeza de reconciliação ficou expressa nas palavras de Rui Rio, minutos antes da cerimónia. "Acho que há um desejo mútuo que a relação, ao nível dos presidentes, possa ser como nos últimos meses e não como no início do mandato anterior", garantiu Rio, recusando, no entanto, tecer comentários sobre o funcionamento da Junta Metropolitana do Porto.


Num sinal também de maior proximidade, Menezes confessou a convicção de que existem "condições políticas, técnicas e pessoais" para uma cooperação "profícua" entre Porto e Gaia na concretização de projectos, como as travessias fluviais, ligação a cota baixa entre ribeiras, o teleférico e a reabilitação turística da ponte D. Maria.


Fonte: JN


publicado por Pedro_Santos às 09:36
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.posts recentes

. NOVIDADES!!!

. Lançamento de CD...

. Ginásio de Matemática

. Trance Party

. ! ! ! ATENÇÃO ! ! !

. A guerra continua...

. Menezes quer Portugal Fas...

. Namoro impedido

. Exemplo a seguir dado pel...

. CDU quer extinguir Gaiurb

.arquivos

. Outubro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

blogs SAPO

.subscrever feeds