Quinta-feira, 27 de Outubro de 2005

Demissão do Director Clínico do CHG

O director clínico do Centro Hospitalar de Gaia, António Vilarinho, pediu a demissão, alegando falta de condições que permitam, "com dignidade", continuar no cargo. Na base da decisão,tomada no final da passada semana, estará a instalação de equipamento de tecnologia avançada no serviço de Cardiologia, processo que, argumenta o médico, não teve o seu aval.


A saída de António Vilarinho, nomeado para as funções em Maio do ano passado, começa, no entanto, a ter outras leituras e fala-se já em "possíveis saneamentos políticos", situação que o PS, o principal acusado, desmente.


A carta de demissão, dirigida ao Conselho de Administração do hospital, indicia o arrastar de desentendimentos entre o director clínico e responsáveis por outros serviços. António Vilarinho, que ontem, apesar de várias tentativas, não esteve contactável, ter-se-á manifestado "fragilizado" com a confirmação de que o serviço de Cardiologia será dotado de uma angiotumografia axial computadorizada.


O aparelho, sofisticado e raro em Portugal, permite tratar, com mais eficácia, doenças dos foros cardíaco, neurológico e cardiovascular e será instalado em Gaia na sequência da aprovação de uma candidatura ao programa Saúde XXI, apresentada, pelo hospital, em 2002.


"O que o director clínico argumenta é que não terá sido tido nem achado na instalação do equipamento em Cardiologia e que as tentativas que fez para conseguir outro tipo de material, sobretudo para radiologia, saíram goradas", disse , ao JN, fonte hospitalar.


Contudo, há quem trace outro cenário em torno de uma "guerra", que já chegou à Administração Regional de Saúde, e diga que se está perante "uma manobra que visa fazer cair o actual Conselho de Administração", nomeado pelo ministro anterior, Luís Filipe Pereira, "sob a capa de que o seu presidente, Castanheira Nunes, não terá conseguido acabar com conflitos entre responsáveis de serviços".


"A demissão do director clínico pode abrir a porta a argumentos para sanear a Administração e fazer subir gente conotada com o PS", disse a mesma fonte, recordando que, ciclicamente, "o hospital sofre conflitos político-partidários".


"Essa não é a prática do PS. Pode ser a de outros partidos. Enquanto for o responsável pela área da Saúde no Porto terei em conta a competência profissional e não a filiação partidária", afirmou, ontem, Manuel Pizarro, deputado socialista, acrescentando que "é possível que haja mudanças em Gaia no final do mandato".


Manuel Pizarro considera que as razões do director clínico "devem ser analisadas", entendendo que seria "uma tolice o hospital perder, contudo, um equipamento que tem aprovação, por muito que se discuta a sua prioridade".


Fonte: JN

publicado por Pedro_Santos às 10:07
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